Sim. Dia 2/09 serão 6 meses em terras germânicas. Desde então temos as seguintes cálculos:
-Alemão melhor.
-Esquecer certas palavras em português como "impressionismo", "penino" e "abobrinha" (sim, eu já esqueci algumas vezes essas palavras.
-algumas visitas em Berlim.
-amigos novos (uh uh eu tenho um amigo da transilvânia e outro, iraniano que é a oposição liberal ao regime dos Aiatolás). Exóticos, não?
Sim. Demais. Muito foi ganho em seis meses em Berlim. Mas depois de ver algumas skatches do Jô como "A revolta da vogal" e "assalto à língua portuguesa" me fizeram sentir saudades...
"Quando me sorris/Linda curta e bela/visigoda e celta/língua de Aviz". Esse trecho do Tom Zé em Língua portuguesa e outras coisas me fizeram aprodundar e mostrar que muitas vezes o que eu mais sentia falta era do próprio idioma (aos que derem xiliques, sim os amigos são parte da comunicação e parte do que eu sinto falta).
Saber se expressar com todas palavras, todas as formas, fazer todos os comentários pertinentes na hora certa é impossível numa língua estrangeira... isso demora. E eu não sou o único. Eu tive essa conversa com outros amigos daqui... e não falamos a mesma língua pra superar as saudades. Gente que fez intercâmbio me mostrou o mesmo sentimento... estranho.
Mas essa falta é superável, oras, tem o MSN! E claro, não se expressa no próprio idioma, mas tem o idioma que está aprendendo pra se expressar. Então, sem chorumingas... "Quem aprende outro idioma aprende mais sobre si mesmo" eu carrego essa frase de certa forma comigo...
"5 meses na alemanha. E não é. que é apenas um começo". Eu ganhei uma carta escrito isso mês passado; e fico pensando... começo do que, e para que. O que eu quero daqui pra frente. O que será a partir do momento que eu voltar. O que eu devo levar do que aborvi aqui. O que devo deixar do que aprendi até o momento. É confuso expressar tudo isso em um blog. E talvez nem deva ser dito.
...
Curiosidades: Até Julho anoitecia às 22. Hoje, às 21h... agora dia após dia vai anoitecer mais cedo. até...acho que 18h.
...
Estive em Hamburgo. e Dresden. Hamburgo é uma cidade comercial desde que o mundo é mundo e Dresden, capital da Saxônia é conhecida como "Florença do Elba" e cheia de Arte seiscentista. Com isso temos uma divisão do turismo do país: política e história em Berlim; comércio (história) e coisas luxuosas em Hamburgo; Dresden: barroco, história e obras de arte.
*história: Alemanha destruída na IIGM; judeus mortos; DDR... sempre isso.
...
Aprendi a fazer sushi; alguém me explica pq um sushi se chama "Californian roll" e não, no mínimo "Okinawa roll"?
...
Sidney. mafruga do alto verão berlinês.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Eu passei o mês de maio sem escrever. E quase todo o mês de abril...
a grande notícia é que eu trabalho num restaurante aqui.
Se eu ver a metade do copo cheio, sou o segundo na hierarquia da sessão. Se eu ver a metade do copo vazio, sou o empregado mais subalterno. Está agradável...
Correria, muito trabalho e muitos e sem tempo pra me dedicar ao blog.
a grande notícia é que eu trabalho num restaurante aqui.
Se eu ver a metade do copo cheio, sou o segundo na hierarquia da sessão. Se eu ver a metade do copo vazio, sou o empregado mais subalterno. Está agradável...
Correria, muito trabalho e muitos e sem tempo pra me dedicar ao blog.
terça-feira, 8 de abril de 2008
Lebensmittel, Gemüse, Orbst, Textile: na minha mão é mais barato!
Na minha opinião, o melhor de qualquer cidade sempre é sua culinária.
A pizza paulistana, a galinha matada na hora e feita com batatas em Cristina e... e... e... o bolinho caipira das quermesses de São José (acho que o arroz carreteiro é uma comida típica de lá)... de lá e de metade das cidades do Vale.
Mas este que vos escreve não está aqui para contar sobre as iguarias dos trópicos. No máximo de como elas chegam às terras temperadas da Germânia oriental.
Chegam de várias parte do mundo: a maioria das frutas, como os morangos, e uvas chegam de Espanha e frutas trópico-equatoriais (como as bananas que desfruto neste momento) vem do Equador - na verdade só conheci essas duas fontes dos hortifrutigranjeiros à Alemanha. Posso ir a qualquer artigo da Wiki e descobrir o restante, mas descobrir aos poucos pela vivência, é mais interessante.
E como comprar tudo isso? Claro, tem os mercadinhos de bairro, os supermercados (não, não tem hiper-ultra-mega-blaster-mercado aqui). Porém, o mais legal: às terças e sextas das "?" às 18h, armam-se as barracas, fazem-se os Börekis (uma massa folhada com carne moída ou queijo) e colocam-se os panos, bolsas, e badulaques à venda.
Coisas como as frutas saem mais caro, mas coisas como tubérculos, algumas verduras, cogumelos e certos tipo queijo se encontra a um preço menor - sem converter, estou fazendo um cálculo por cima e de cabeça de custo, nada científico. Mas confirmo: Berlin é baratíssima.
Uma feira como vemos aí, com todo tipo de gente e gritos em um alemão incompreensível, e outraslínguas mais incompreensíveis ainda. Os feirantes são em sua maioria turcos, não sei se os libaneses e os sírios também tão no pedaço... mas a gritaria e a "chepa" são como nossa...
Mais um não-lugar para a lista.
(continuarei outro momento com a comida por aqui).
A pizza paulistana, a galinha matada na hora e feita com batatas em Cristina e... e... e... o bolinho caipira das quermesses de São José (acho que o arroz carreteiro é uma comida típica de lá)... de lá e de metade das cidades do Vale.
Mas este que vos escreve não está aqui para contar sobre as iguarias dos trópicos. No máximo de como elas chegam às terras temperadas da Germânia oriental.
Chegam de várias parte do mundo: a maioria das frutas, como os morangos, e uvas chegam de Espanha e frutas trópico-equatoriais (como as bananas que desfruto neste momento) vem do Equador - na verdade só conheci essas duas fontes dos hortifrutigranjeiros à Alemanha. Posso ir a qualquer artigo da Wiki e descobrir o restante, mas descobrir aos poucos pela vivência, é mais interessante.
E como comprar tudo isso? Claro, tem os mercadinhos de bairro, os supermercados (não, não tem hiper-ultra-mega-blaster-mercado aqui). Porém, o mais legal: às terças e sextas das "?" às 18h, armam-se as barracas, fazem-se os Börekis (uma massa folhada com carne moída ou queijo) e colocam-se os panos, bolsas, e badulaques à venda.
Coisas como as frutas saem mais caro, mas coisas como tubérculos, algumas verduras, cogumelos e certos tipo queijo se encontra a um preço menor - sem converter, estou fazendo um cálculo por cima e de cabeça de custo, nada científico. Mas confirmo: Berlin é baratíssima.
Uma feira como vemos aí, com todo tipo de gente e gritos em um alemão incompreensível, e outraslínguas mais incompreensíveis ainda. Os feirantes são em sua maioria turcos, não sei se os libaneses e os sírios também tão no pedaço... mas a gritaria e a "chepa" são como nossa...
Mais um não-lugar para a lista.
(continuarei outro momento com a comida por aqui).
sábado, 29 de março de 2008
O primeiro mês
Sim, eu tenho um novo endereço.
Fica numa ruazinha de paralelepípedos num bairro chamado Kreuzberg (o burgo da Creuza).
A rua fica perto de um dos canais da cidade, onde no verão se passeia de barco e no inverno toma-se café às suas margens (na verdade, no verão também se faz isso). O bairro é cheio de bares, baladinhas... o que me leva a crer que vim parar na Vila Madalena Berlinesa - sem maracatu, com a graça de Allah!
A residência que me encontro é uma república, ou WG (vê-guê), ou wohnungemeinschaft...praticamente um antro para refugiados e imigrantes: uma russa, uma turca, e bem, um nativo. E eu ocupo o lugar de um polaco. A casa é repleta de livros que me interessam (e à boa parte dos leitores desse blog, creio). De Foucault a Benjamin, de Tolkien a Balzac, aqui tem tudo.
Mas esse um mês foi algo estranho, divertido, estressante, ao mesmo tempo que relaxante.
Diversas aventuras gastronômicas, como ganhar comida em estabelecimentos turcos e filar um boca livre de canapés e vinhos na Kunst Akademie (academia de arte) (relembrando o início dos tempos de estudante). Cinquenta mil casas visitadas atrás de um canto pra morar, os novos amigos feitos, as pessoas com quem tomamos birra... inglês afiadíssimo, alemão com sotaque francês (sim, descobri que eu falo alemão com entonação de francês! bizarro)... museus visitados, bares descobertos, brazucas que ficaram amigos. O primeiro mês foi realmente muito bom... a neve inesperada, o vento frio arrebentando nossa mão, a chuva que não parava, o sol de geladeira.
Agora começou a primavera; acabaram-se as férias... que venham as aulas.
Fica numa ruazinha de paralelepípedos num bairro chamado Kreuzberg (o burgo da Creuza).
A rua fica perto de um dos canais da cidade, onde no verão se passeia de barco e no inverno toma-se café às suas margens (na verdade, no verão também se faz isso). O bairro é cheio de bares, baladinhas... o que me leva a crer que vim parar na Vila Madalena Berlinesa - sem maracatu, com a graça de Allah!
A residência que me encontro é uma república, ou WG (vê-guê), ou wohnungemeinschaft...praticamente um antro para refugiados e imigrantes: uma russa, uma turca, e bem, um nativo. E eu ocupo o lugar de um polaco. A casa é repleta de livros que me interessam (e à boa parte dos leitores desse blog, creio). De Foucault a Benjamin, de Tolkien a Balzac, aqui tem tudo.
Mas esse um mês foi algo estranho, divertido, estressante, ao mesmo tempo que relaxante.
Diversas aventuras gastronômicas, como ganhar comida em estabelecimentos turcos e filar um boca livre de canapés e vinhos na Kunst Akademie (academia de arte) (relembrando o início dos tempos de estudante). Cinquenta mil casas visitadas atrás de um canto pra morar, os novos amigos feitos, as pessoas com quem tomamos birra... inglês afiadíssimo, alemão com sotaque francês (sim, descobri que eu falo alemão com entonação de francês! bizarro)... museus visitados, bares descobertos, brazucas que ficaram amigos. O primeiro mês foi realmente muito bom... a neve inesperada, o vento frio arrebentando nossa mão, a chuva que não parava, o sol de geladeira.
Agora começou a primavera; acabaram-se as férias... que venham as aulas.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Da partida
"No ano de nosso senhor de 1508, no primeiro dia do mês em que as águas de março fecham o verão, partira a nau sob o comando do capitão-mór da pronvícia de Santa Volver Cristina, D. Ferrer.
Sob as benção auspiciosas dos frades daquela paróquia, sob a bandeira de el-rei D. Castro e Da. Maria Isabel da Mota a frota partira para terras de além-mar (cansada de ser navegada e aeronavegada) para conquista de novas terras, ouros e outros metais de grande valor, bem como a catequização do gentio"...
E foi mais ou menos depois disso, sob frio, chuvas e um céu cinza, cá estou em algo que parece o centro do mundo, onde todos os caminhos nos levam. Chineses, russos, egípcios, turcos, franceses, brasileiros e um minguado número de alemães cá estou, na terra do urso: Berlin.
A viagem foi tranquila e muito boa! Apesar dos atrasos, apesar d temporal em estava em são josé quando eu saí de lá, apesar das crianças brincando e chorando em todo! meu redor, apesar da minha procrastination*, apesar da minha ressaca de sexta-feira**, enfim, apesar dos pesares...
Logo mais, descrevo a cidade e minhas primeiras impressões.
*http://pt.wikipedia.org/wiki/procrastinacao
**dia 29/02-01/03: obrigado a todos. foi do caralho!!!
Sob as benção auspiciosas dos frades daquela paróquia, sob a bandeira de el-rei D. Castro e Da. Maria Isabel da Mota a frota partira para terras de além-mar (cansada de ser navegada e aeronavegada) para conquista de novas terras, ouros e outros metais de grande valor, bem como a catequização do gentio"...
E foi mais ou menos depois disso, sob frio, chuvas e um céu cinza, cá estou em algo que parece o centro do mundo, onde todos os caminhos nos levam. Chineses, russos, egípcios, turcos, franceses, brasileiros e um minguado número de alemães cá estou, na terra do urso: Berlin.
A viagem foi tranquila e muito boa! Apesar dos atrasos, apesar d temporal em estava em são josé quando eu saí de lá, apesar das crianças brincando e chorando em todo! meu redor, apesar da minha procrastination*, apesar da minha ressaca de sexta-feira**, enfim, apesar dos pesares...
Logo mais, descrevo a cidade e minhas primeiras impressões.
*http://pt.wikipedia.org/wiki/procrastinacao
**dia 29/02-01/03: obrigado a todos. foi do caralho!!!
Assinar:
Postagens (Atom)
